terça-feira, 17 de junho de 2014

#VAI TER COPA! E VAI TER JUSTIÇA TAMBÉM!



Joaquim Barbosa renuncia à relatoria do processo do mensalão



CLARO QUE A CULPA É SEMPRE DOS ADVOGADOS!

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, decidiu nesta terça-feira (17)  renunciar à relatoria da Ação Penal 470, o processo do mensalão. Com a decisão, Barbosa não levará ao plenário da Corte os recursos dos condenados que recorreram contra a decisão dele que cassou os benefícios de trabalho externo. A partir de agora, todas as questões relacionadas à execução das penas serão encaminhadas ao vice-presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, que determinará a redistriuição do processo. Barbosa deve se aposentar da Corte em duas semanas.


Na decisão, Barbosa afirmou que os advogados dos condenados passaram a atuar politicamente no processo, por meio de manifestos e insultos pessoais. O presidente citou o fato envolvendo Luiz Fernando Pacheco, advogado do ex-deputado José Genoino. Na semana passada, Barbosa determinou que seguranças do STF retirassem o profissional do plenário.

"Esse modo de agir culminou, na última sessão plenária do STF, em ameaças contra minha pessoa dirgidas pelo advogado do condenado José Genoino Neto que, para tanto, fez uso indevido da tribuna, conforme se verifica nos registros de áudio e vídeo da sessão do dia 11 de junho", disse Barbosa.

Ontem, o presidente do Supremo pediu à Procuradoria da República no Distrito Federal a abertura de uma ação penal contra advogado de Genoino. Barbosa pede que Pacheco seja investigado pelos crimes de desacato, calúnia, difamação e injúria.

Pacheco disse que vai se pronunciar sobre a ação somente após conhecer os detalhes do pedido.  “Falo somente após conhecer formalmente a acusação. Por enquanto, fico apenas com a tranquilidade dos profissionais que cumprem com seu dever", disse à Agência Brasil.

Na semana passada, Barbosa mandou  seguranças da Corte retirarem Pacheco do plenário. Barbosa deu a ordem após Pacheco subir à tribuna para pedir que o presidente libere para julgamento o recurso no qual Genoino diz que tem complicações de saúde e precisa voltar a cumprir prisão domiciliar. Na ocasião, os ministros do STF estavam julgando um processo sobre a mudança no tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados.



E COMO TODO DITADOR MAGOADO, SENTINDO-SE OFENDIDO PORQUE ADVOGADOS NÃO SÃO SERVIÇAIS, SÃO PROFISSIONAIS INDEPENDENTES, RESOLVEU PROCESSAR O ADVOGADO QUE FEZ USO LEGÍTIMO DA PALAVRA COM CORAGEM, PARA COBRAR O QUE LEI FACULTA!

SÓ UMA COISA É INTRIGANTE... POR QUE SERÁ QUE O MINISTRO VAI EMBORA DO BRASIL?

DEVIA FICAR E ASSISTIR O DESFECHO DO PROCESSO QUE COMEÇOU, PORQUE NÓS ADVOGADOS, LEVANTAREMOS NOSSA VOZ EM DEFESA DAS PRERROGATIVAS, QUE SÃO DE TODOS, NÃO APENAS DE UM ADVOGADO! E LUIZ FERNANDO PACHECO SERÁ ABSOLVIDO.

BASTA DE DITADORES! BASTA DE JULGAMENTOS AO SABOR DAS ELITES INCONFORMADAS COM AS MUDANÇAS SOCIAIS! BASTA DE CINISMO! BASTA DE DIFERENCIAÇÕES ENTRE NOMES E RENOMES! BASTA COM TUDO ISSO, QUE O BRASIL PRECISA CRESCER, COM TODAS AS FORÇAS, TODOS OS CREDOS, TODAS AS DIFERENÇAS DE TODAS AS GENTES, QUE FAZEM A PUJANÇA DE UMA NAÇÃO.

AFINAL, AGORA O BRASIL VAI CONHECER A FARSA DO MENSALÃO.


EDIÇÃO DE PÁGINA EM 18 DE JUNHO ÀS 10,23 HORAS: 

AP 470

Luís Roberto Barroso é o novo relator das execuções do mensalão

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, é o novo relator da Ação Penal 470, função até então exercida pelo presidente da corte, ministro Joaquim Barbosa. Ele decidiu afastar-se da relatoria do processo do mensalão depois do ocorrido na última quarta-feira (11/6) entre ele e o advogado Luiz Fernando Pacheco, que defende José Genoino, ex-presidente do PT e um dos condenados.
Barbosa formalizou seu afastamento da relatoria fundamentado na declaração de suspeição do relator, conforme o artigo 97 do Código de Processo Penal e do artigo 277 do Regimento Interno do STF. Isso porque, nesta segunda-feira (16/6), o ministro entrou com representação criminal contra o advogado.
Na representação criminal movida contra Luiz Fernando Pacheco, Barbosa citou que a atuação de vários advogado da AP 470 deixou de basear-se em argumentos jurídicos, com efeitos nos autos, e passou a surtir efeito político, fazendo com que a imprensa ficasse contra ele.
O pedido de Barbosa para que fosse aberta uma ação penal contra o advogado foi feito à Procuradoria da República no Distrito Federal em decorrência do desentendimento entre os dois durante sessão plenária da corte.
Luiz Fernando Pacheco foi retirado à força da tribuna após discutir com o ministro sobre a demora na análise do seu pedido para que Genoino volte à prisão domiciliar. Segundo Barbosa, o advogado fez uso indevido da tribuna e, “em consequência disso, formalizei Representação Criminal na data de ontem (16/6) contra o mencionado causídico”, disse o presidente.
Sobre o episódio ocorrido na última semana, o presidente disse que ele “culminou, na última sessão plenária do Supremo Tribunal Federal, em ameaças contra a minha pessoa dirigidas pelo advogado do condenado José Genoino Neto, Dr. Luiz Fernando Pacheco”.
Barbosa pediu para que os autos da AP 470 fossem encaminhados ao vice-presidente da corte, ministro Ricardo Lewandoscki, para que ele redistribuísse o processo e escolhesse um novo relator.
Sobre sua saída, Barbosa acrescentou: “Julgo que a atitude juridicamente mais adequada neste momento é afastar-me da relatoria de todas as execuções penais oriundas da AP 470, e dos demais processos vinculados à mencionada ação penal, na forma do artigo 97 do CPP e 277 do RISTF”.
O ministro Barroso foi sorteado pelo sistema eletrônico do STF como novo relator das execuções penais do processo do mensalão. Ele é o ministro mais novo da casa, tendo tomado posse em junho de 2013. Sua nomeação completa um ano no próximo dia 26.
Como novo responsável pelo caso, será encarregado de decisões importantes como o cumprimento das penas dos réus, direito ao trabalho externo e saída nos feriados. Temas que, sob a relatoria de Joaquim Barbosa, tornaram-se polêmicos e geraram fortes discussões, tanto entre ministros quanto entre advogados.



Personalidades reagem, lançam carta e montam comitê para desvendar Mensalão

publicada segunda-feira, 16/06/2014 às 20:37 e atualizada segunda-feira, 16/06/2014 às 21:24
Do Escrevinhador
Cerca de 300 intelectuais, artistas e lideranças políticas e dos movimentos sociais lançaram manifesto que critica a conduta do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, à frente da execução penal dos réus da AP 470, nesta segunda-feira (16/6).
A manutenção por sete meses em regime fechado dos condenados ao regime semi-aberto no processo do mensalão sensibilizou lideranças, que criaram o Comitê por Democracia, Justiça e Solidariedade.
A iniciativa partiu de um grupo que articulou o presidente da nacional da CUT, Vagner Freitas; o coordenador do MST, João Pedro Stedile, o presidente Nacional do PT, Rui Falcão; o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo; a dirigente do PT, Misa Boito; o ativista dos direitos humanos, Aton Fon Filho; o dirigente da Consulta Popular, Ricardo Gebrim; o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh e o jornalista Celso Horta, entre outras personalidades.
A construção da carta pública teve apelo até no meio artístico, com a adesão dos atores Chico Diaz, Débora Duboc, Hugo Carvana, Osmar Prado, Sergio Mamberti, Tuca Moraes e Zé de Abreu.
A primeira iniciativa foi construir esse manifesto, que denuncia o desrespeito aos direitos dos presos na AP-470 (leia abaixo). O documento questiona Barbosa e cobra que os presos fiquem detidos no regime pelo qual foram condenados.
“O Presidente do Supremo Tribunal Federal, ao invés de cumprir as decisões dessa Suprema Corte, nega direitos a alguns sentenciados, desrespeitando a decisão do próprio pleno do STF e a jurisprudência do STJ quanto ao cumprimento do regime semiaberto”, expressa o apelo público.
O grupo cresceu com a articulação do apelo e pretende promover atividades públicas para denunciar as arbitrariedades do julgamento do mensalão e da execução das penas por todo o país.
De acordo com Misa Boito, dirigente do PT, o apelo é importante porque reúne várias entidades, movimentos, partidos, parlamentares, juristas, intelectuais e artistas. “São setores e personalidades que se colocam no campo da defesa da democracia que vem sendo colocada em questão com essas arbitrariedades. A lista de adesão mostra a amplitude”, afirma.
Na próxima quarta-feira (18), a carta será levada e protocolada no gabinete de todos os ministros do Supremo por um grupo representante dos signatários.
“Queremos começar a chamar mais a atenção para toda essa situação aberta com a Ação Penal 470 que, se nesse momento atinge os que foram condenados, é na verdade um perigoso precedente para o conjunto do movimento social e para a democracia no Brasil”, avalia Misa.
O comitê pretende continuar as reuniões e realizar atividades de sensibilização da sociedade diante das irregularidades no processo de execução penal.
“O comitê pretende esclarecer o que realmente foi a Ação Penal 470, num certo sentido, desconstruir o que nós consideramos um julgamento injusto e de exceção”, projeta Misa.
Abaixo, leia o apelo público:
Abaixo, leia o apelo público na íntegra:

APELO PÚBLICO AO STF, EM DEFESA DA JUSTIÇA E DO ESTADO DE DIREITO

Senhores ministros,

O Brasil assiste perplexo à escalada de arbitrariedades cometidas pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa.

Já não se trata de contestar o resultado do julgamento da chamada AP 470 – embora muitos de nossos pátrios juristas ainda discutam inovações polêmicas daquele julgamento, como a chamada “teoria do domínio do fato”, por substituir a presunção de inocência pela presunção de culpabilidade.

O Presidente do Supremo Tribunal Federal, ao invés de cumprir as decisões dessa Suprema Corte, nega direitos a alguns sentenciados, desrespeitando a decisão do próprio pleno do STF e a jurisprudência do STJ quanto ao cumprimento do regime semiaberto. Com isso ameaça levar ao caos o sistema prisional brasileiro, pois, aceito o precedente, cria-se jurisprudência não somente em desfavor dos presos e sentenciados, mas contrária ao espírito democrático que rege as leis de execução penal, inclusive.

É o caso de sua exigência de cumprimento em regime fechado de um sexto da pena de réus condenados a uma sanção a ser iniciada no regime semiaberto. Adotada, à revelia de entendimento do pleno desse Supremo Tribunal Federal, tendo como alvo os sentenciados, todos ao regime semiaberto, inclusive Delúbio Soares, João Paulo Cunha, José Dirceu de Oliveira e Silva e José Genoíno, levará angustia e desespero não somente a eles e seus familiares, mas a dezenas de milhares de famílias de sentenciados que cumprem penas em regime semiaberto, trabalhando para sustentar suas mães, esposas e filhos.

É preciso que o plenário do Supremo Tribunal Federal impeça a continuidade dessa agressão ao Estado de Direito Democrático.

Concitamos, portanto, os Senhores Ministros integrantes dessa Corte Constitucional de Justiça a que revejam e corrijam tal violação de direitos praticada pelo Exmo. Sr. Presidente do STF, acatando o agravo impetrado pelos advogados dos réus.

O desrespeito aos direitos de um único cidadão coloca em risco o direito de todos, e o Brasil já sofreu demais nas mãos de quem ditava leis e atos institucionais, atacando os mais elementares direitos democráticos.

Os signatários:

Adriana Facina, antropóloga / Museu Nacional
Adriana Nalesso, vice-presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro
Adriano Diogo, deputado estadual PT/SP
Alessandra Dadona, Secretaria de Movimentos Populares e Políticas Setoriais
Alex Martins, Presidente da OAB de Volta Redonda – RJ
Alexandre Cesar Costa Teixeira, coordenador do Núcleo do Barão de Itararé do RJ
Aline Amorim Cavalcanti Rolandi, bancária
Aline Sasahara, documentarista
Alípio Freire, jornalista
Almir Aguiar, presidente Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro
Altamiro Borges, jornalista
Aluisio Almeida Schumacher, professor universitário e economista
Alvaro Luis Carneiro, Jornalista
Ana Corbisier, socióloga
Ana Laura dos Reis Corrêa, professora da Universidade de Brasília.
Ana Maria dos Santos Cardoso, educadora social
Ana Maria Müller, advogada
Ana Perugini, deputada estadual PT/SP
Ana Rita, senadora PT/ES e presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal
André Klotzel, diretor e roteirista cinematográfico
André Rota Sena, advogado
André Tokarski, secretário de juventude do PCdoB
André Tomio Lopes Amano, pós-graduando da FFLCH/USP
Andrea Maria Altino de Campos Loparic, Profa. Senior do Dep. de Filosofia FFLCH/USP
Andrei Koerner, professor do depto. de Ciência Política IFCH-Unicamp
Aníbal Diniz, senador PT/AC
Anselmo de Jesus, deputado federal PT/RO
Antonio Martins, jornalista
Antonio Mentor, deputado estadual PT/SP
Antonio Neiva, membro do diretório estadual PT-RJ
Antonio Othon Pires Rolim, economista
Araken Vaz Galvão, escritor
Armando Boito, professor de Ciência Política da Unicamp
Arthur Poerner, escritor, jornalista e advogado
Artur Bruno, deputado federal PT/CE
Artur Henrique da Silva Santos, secretário municipal do Trabalho da Prefeitura de São Paulo
Artur Scavone, jornalista
Aton Fon Filho, advogado
Beatriz Labaki, socióloga
Bepe Damasco, jornalista
Beth Sahão, deputada estadual PT/SP
Campos Machado, deputado estadual e líder PTB/SP
Carina Vitral, presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo
Carlos Alberto Valadares, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação
Carlos Augusto Abicalil, ex-deputado federal PT/MT, mestre em gestão de políticas públicas
Carlos Enrique Ruiz Ferreira, professor universitário
Carlos Gilberto Pereira, metalúrgico aposentado e anistiado político
Carlos Lungarzo, professor titular aposentado da Unicamp
Carlos Neder, deputado estadual PT/SP
Carlos Odas, Coordenador de juventude do governo do Distrito Federal
Cassio Nogueira da Conceição, membro da Executiva Nacional da JPT e do Diretório Nacional do PT
Celso Horta, jornalista
Chico César, cantor
Chico Diaz, Ator
Cid Barbosa Lima Júnior, engenheiro civil
Cilene Marcondes, jornalista
Clarisse Abujamra, Diretora de Teatro
Cláudio José Oliveira, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Niterói
Conceição Aparecida Pereira Rezende, psicóloga
Consuelo de Castro, dramaturga
Dalva Figueiredo, deputada federal PT/AP
Danilo Camargo, advogado
Danilo Vianna Lopes, vice-presidente nacional da União Brasileira de Estudantes Secundaristas
Darby Igayara, presidente CUT-RJ
David Stival, professor universitário
Débora Duboc, atriz
Décio Lima, deputado federal PT/SC
Denise Paraná, jornalista
Dermeval Saviani, professor emérito da UNICAMP e pesquisador emérito do CNPq.
Dilson Marcon, deputado federal PT/RS
Dr. Rosinha, deputado federal PT/PR
Durval Ângelo, deputado estadual PT/MG e presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALMG
Edison Munhoz, membro da executiva Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro
Edison Tessele, advogado
Edson Santos, deputado federal PT/RJ
Eduardo Fagnani, economista e professor do Instituto de Economia da Unicamp
Eduardo Suplicy, senador PT/SP
Elói Pietá, ex-prefeito de Guarulhos
Elzira Vilela, médica
Emilia Maria Mendonça de Morais, professora aposentada da UFPB Recife – PE
Emilia Viotti da Costa, Professora Universitária – USP e Universidade de Yale (USA)
Emir Sader, sociólogo
Enio Tatto, deputado estadual PT/SP
Enzo Luis Nico Jr, geólogo
Eric Nepomuceno, escritor
Erik Bouzan, estudante de Gestão de Políticas Públicas- USP e secretário municipal da JPT
Erika Mazon, jornalista
Erminia Maricato, arquiteta e urbanista
Esther Bemerguy de Albuquerque, economista
Fábio Lau, jornalista e editor de Conexão Jornalismo
Fátima Cleide, servidora pública e ex-senadora PT/AC
Felipe Lindoso, antropólogo
Fernando Morais, jornalista e escritor
Fernando Nogueira da Costa, economista
Fernando Pacheco, economista
Gaudencio Frigotto, professor da UERJ
Geniberto Campos, médico cardiologista
Geraldo Cruz, deputado estadual PT/SP
Gerson Bittencourt, deputado estadual PT/SP
Gilberto Nahum, jornalista
Gilson Caroni Filho, professor universitário
Glauber Piva, produtor cultural
Guiomar Silva Lopes, médica e coordenadora de políticas para idosos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo
Guto Pires, jornalista
Hamilton Pereira, deputado estadual PT/SP
Hélcio Antônio Silva, deputado federal PT/SP
Heloísa Fernandes, socióloga
Henrique Fontana, deputado federal PT/RS
Hersch Basbaum, escritor
Herta Vicci Pidner, professora universitária
Hildegard Angel, jornalista
Hugo Carvana, ator
Humberto Costa, senador PT/PE
Iara Bernardi, deputado federal PT/SP
Inácio Arruda, senador do PCdoB/CE
Iriny Lopes, deputada federal PT/ES
Izaias Almada, escritor e dramaturgo
Jacy Afonso – Executiva CUT Nacional
Jaime Cesar Coelho, Professor
Jean Tible, professor
Jefferson Lima, secretário Nacional de Juventude do PT
João Antonio de Moraes, presidente da Federação Única dos Petroleiros
João Batista Barbosa Silva, membro do PT/PA
João Capiberibe, ex-governador do Amapá e senador PSB/AP
João Cyrino, Conselheiro Universitário da UFG e Diretor do DCE-UFG
João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical
João Paulo Lima, deputado federal PT/PE
João Paulo Rillo – Dep Estadual PT/SP
João Paulo Soares, jornalista
João Pedro Stédile, coordenador do MST e Via Campesina Brasil
João Vicente Augusto Neves, advogado e secretário de Assuntos Jurídicos e da Cidadania de Franco da Rocha/SP
João Vicente Goulart, presidente do Instituto João Goulart
Joceli Jaison José Andrioli, coordenador nacional do MAB (Movimento de Atingidos por Barragens)
José Antonio Garcia Lima, membro da executiva CUT-RJ
José Augusto Valente, engenheiro
José Ivo Vannuchi, advogado e ex-prefeito São Joaquim da Barra – SP
José Luiz Deu Roio, consultor
José Maria Rangel, presidente do Sindicato dos Petroleiros do Norte-Fluminense
José Roberto Pereira Novaes, professor UFRJ
José Zico Prado, deputado estadual PT/SP
Julia Helena Barbosa Costa Afonso, estudante
Juliana Borges da Silva, secretária Municipal de Mulheres do PT São Paulo
Juliana Cardoso, vereadora PT/SP
Júlio Turra, membro Comissão Executiva Nacional da CUT
Ladislau Dowbor, economista
Lafaiete Neves, professor aposentado da Universidade Federal do Paraná
Laura Tavares, Professora
Laurindo Lalo Leal Filho, jornalista e professor
Lauro César Muniz, dramaturgo
Leonardo Boff, teólogo, escritor e professor
Leopoldino Ferreira de Paula Martins, Coordenador do Sindicato dos Petroleiros/MG e diretor da FUP
Leopoldo Vieira, servidor público
Lia Ribeiro, jornalista
Ligia Chiappini Moraes Leite, profa. aposentada da FFLCH USP
Ligia Deslandes – Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Rio de Janeiro
Lilian Ribeiro, advogada
Lincoln Secco, professor titular do Departamento de História/USP
Luciana Santos, deputada federal e vice-presidenta nacional do PCdoB
Luciano D’Angelo, professor
Lucila Chebel Labaki, professora Unicamp
Lucy Barreto, produtora cultural
Luis Antonio Souza da Silva, presidente Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Rio de Janeiro
Luiz Carlos Barreto, cineasta
Luiz Carlos Barros Bettarello, médico
Luiz Carlos Gomes, físico e professor doutor da USP
Luiz Claudio Marcolino, deputado estadual PT/SP
Luiz Couto, deputado federal PT/PB
Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado
Luiz Fernando Lobo, ator e diretor
Luiz Roberto Simon do Monte, ex-vereador
Manoel Cyrillo de Oliveira Netto, publicitário
Marcelo Magalhães, publicitário
Marcelo Rodrigues, membro da direção da CUT-RJ
Marcelo Santa Cruz, advogado, militante dos direitos humanos e vereador de Olinda pelo PT
Marcia Miranda, educadora popular, cofundadora e consultora do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis
Márcio Macêdo, deputado federal PT/SE
Marcio Meira, antropólogo
Marco Aurélio de Souza, deputado estadual PT/SP
Marco Aurélio Weissheimer, jornalista
Marcos Del Roio, professor da Unesp
Margarida Salomão, deputada federal PT/MG
Margret Althuon, economista
Maria Aparecida Antunes Horta, professora
Maria Aparecida da Silva Abreu, secretária nacional de Combate ao Racismo do PT
Maria Aparecida de Jesus, Chefe de gabinete do Deputato Estadual Durval Ângelo
Maria Aparecida Dellinghausen Motta
Maria Cecília Velasco e Cruz, professora doutora da UFBA
Maria Cristina Fernandes de Oliveira, contadora e assessora parlamentar
Maria da Conceição Tavares, Economista
Maria da Piedade Peixoto dos Santos
Maria do Carmo Lara, Ex-prefeita de Betim MG
Maria do Socorro Diógenes, Professora
Maria Fernanda Coelho, servidora da Caixa
Maria Fernanda Seibel, advogada
Maria Inês Nassif, jornalista
Maria José Silveira, escritora
Maria Lucia Alves Ferreira, produtora cultural
Maria Lúcia Prandi, deputada federal PT/SP e presidente do Diretório Municipal do PT de Santos/SP.
Maria Luiza de Carvalho Armando, professora aposentada da UFRGS
Maria Luiza Franco Busse, Jornalista
Maria Luiza Tonelli, advogada e professora
Maria Regina Sousa, aposentada Piauí
Maria Silvia Portela de Castro, socióloga
Marilena Chauí, filósofa
Marilia Guimarães, Presidente da Rede Internacional de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em defesa da Humanidade – Capítulo Brasileiro
Marilza de Melo Foucher, jornalista e economista
Markus Sokol, membro Diretório Nacional – PT
Marlos Bessa Mendes da Rocha, Professor associado da UFJF
Michel Chebel Labaki Junior, engenheiro
Mina Nahum, aposentada
Misa Boito, membro Diretório Estadual – PT/SP
Morgana Eneile, gestora cultural e assessora parlamentar da comissão de cultura Alerj
Nelson Canesin, sociólogo
Nelson Pellegrino, deputado federal PT/BA
Osmar Prado, ator
Padre Ton, deputado federal PT/RO
Padre João, deputado federal PT/MG
Paulo Faria – Dramaturgo e Diretor de Teatro
Paulo Paim, senador PT/RS
Paulo Roberto Feldmann, economista e professor da USP
Paulo Roberto Ribeiro, jornalista
Paulo Serpa, antropólogo
Pedro Martinez, estudante de Direito
Pio Perreira dos Santos, Médico
Policarpo, deputado federal PT/DF
Regina Elza Solitrenick, médica
Regina Galdino, diretora teatral
Regina Célia Reyes Novaes, professora UFRJ
Renan Alencar, presidente da UJS
Renata Silveira Corrêa, economista
Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB
Renato Simões, deputado federal PT/SP
Ricardo Abreu, secretário de Relações Internacionais do PCdoB
Ricardo Gebrim, advogado, Consulta Popular
Roberto Requião, ex-governador do Paraná e senador PMDB/PR
Rodrigo de Sousa Soares, advogado
Rogério Sottili, secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo
Ronald Luiz dos Santos, vice-presidente da União Nacional dos Estudantes
Roque Barbieri, deputado estadual PTB/SP
Rose Nogueira, Jornalista e defensora dos Direitos Humanos
Roseli Coelho, socióloga, professora Escola de Sociologia e Política
Rubem Murilo Leão Rego, professor livre docente da Unicamp
Rui Falcão, deputado estadual PT/SP e Presidente Nacional do PT
Samara Carvalho, bancária
Samuel Pinheiro Guimarães, diplomata
Sebastião Velasco e Cruz, professor titular do Departamento de Ciência Política da Unicamp
Sérgio Magalhães Gianetto, presidente do Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro
Sergio Mamberti, ator
Sergio Muniz, documentarista
Silas Cardoso de Souza, advogado
Silvana Barolo, socióloga
Silvia Contreras, socióloga – BH/MG
Simão Pedro Chiovetti, sociólogo, deputado estadual PT/SP e Secretário Municipal de Serviços da PMSP
Solange de Souza, historiadora do CEDEM/ Unesp
Stella Bruna Santo, advogada
Suzana Guerra Albornoz, escritora e professora universitária
Syr-Daria Carvalho Mesquita, coordenadora geral da Articulação de Lésbicas – Artlés
Takao Amano, advogado e membro da Comissão da Verdade da OAB/SP
Tania Cristina Barros Aguiar
Tania Nahum, advogada
Tata Amaral, cineasta
Tatiana Oliveira, cientista política e militante da MMM-RJ
Telma de Souza, deputado estadual PT/SP
Teresinha Pinto, PT/SP
Theotonio dos Santos, economista
Thiago Barreto, secretário executivo adjunto da ABRASCO
Thiago Rogerio Kimura, estudante
Thomaz Ferreira Jensen, economista
Tito – deputado estadual PT/SP
Toni Reis, secretário de educação e ex-presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais)
Tuca Moraes, atriz e produtora
Úrsula Prudente Oliveira , membro da Frente Popular de Lutas – Barra Mansa, RJ
Vagner Freitas, presidente da nacional da CUT
Valéria Moraes, economista
Valmir Assunção, deputado federal PT/BA
Vanessa Grazziotin, senadora PCdoB/AM
Venício A. de Lima, professor universitário e jornalista
Vera Claudino, secretária
Vicente Candido, deputado federal PT/SP
Vicente Paulo da Silva, deputado federal PT/SP e líder do PT na Câmara
Virgílio de Mattos, Professor MG
Virna Pereira Teixeira, professora e membro do Diretório Nacional do PT
Vitor Carvalho, membro da executiva da CUT Nacional
Vitor Quarenta, secretário geral da União Estadual dos Estudantes de São Paulo
Wadih Damous, advogado
Wagner Homem, Escritor
Walnice Nogueira Galvão, professora de letras/USP
Wanderley Guilherme dos Santos, professor titular de Teoria Política (aposentado) da UFRJ
Waquíria Leão Rêgo, professora Titular de Teoria Social IFCH – Unicamp
Washington Luiz Cardoso Siqueira, presidente do diretório estadual do PT-RJ
Wellington Dias, Senador PT/PI
Wesley Caçador Soares, médico
Wilma Ary, jornalista
Wolf Gauer, diretor de cinema
Zé de Abreu, ator
Zenaide Lustosa, funcionária pública federal



O POVO JÁ SABE QUE FOI TUDO UMA ENORME FARSA, UMA FORMA DE SE ANIQUILAR O PARTIDO QUE MAIS DESAGRADOU AS ELITES QUE MANDAM E DESMANDAM E QUE CORROEM O PAÍS HÁ SÉCULOS! 



AGORA TAMBÉM SETORES IMPORTANTES DA SOCIEDADE COMEÇAM A SE MANIFESTAR DE FORMA BASTANTE PONTUAL E EXIGEM QUE SE ABRA ESSA CAIXA-PRETA DO JUDICIÁRIO QUE DESOBEDECE LEIS E NADA ACONTECE!



AS DIFERENÇAS COMEÇAM A SURGIR SEM O MEDO DESSE APONTAMENTO RIDÍCULO E INSANO QUE ROTULA COMO LOUCURA, O ATO CORAJOSO DE REJEITAR PADRÕES QUE INFERIORIZAM E DISCRIMINAM!



PARECE QUE PODEMOS SIM, ESPERAR MAIS, ESPERAR PELO MELHOR, ESPERAR QUE SEJA POSSÍVEL VIVER NESSE PAÍS TÃO DESIGUAL, TÃO VIOLENTO E DE CONTORNOS ONDE O ESTADO AGE DE MANEIRA COVARDE, COM PELO MENOS UM POUCO DE ESPERANÇA EM DIAS MELHORES.


BASTA CORAGEM, RESPONSABILIDADE E VONTADE DE LUTAR.



AOS QUE DUVIDARAM QUE ERA POSSÍVEL DESMONTAR A FARSA DA AÇÃO PENAL 470, NOSSO BRINDE: O DIREITO NÃO É ESTÁTICO, É FLEXÍVEL E HUMANISTA EM TODAS AS SUAS FACES.


AOS QUE SE JUNTARAM A NÓS, A FRATERNIDADE DA COMEMORAÇÃO: # VAI TER JUSTIÇA!


JOSÉ DIRCEU E JOSÉ  GENOÍNO, NÓS ESTAMOS NA TORCIDA, NÃO VAMOS ESQUECER, ESTAMOS "FAZENDO CONTA PRO DIA QUE VAI CHEGAR!"



Sandra Paulino

quinta-feira, 12 de junho de 2014

"THE WORLD CUP" E A DEMOCRADURA BRASILEIRA


MAUS BRASILEIROS MARCAM O PAÍS COMO UM LUGAR SEM RESPEITO, SEM LEI, SEM ÉTICA... ELES SÃO ENCONTRADOS EM TODOS OS ESPAÇOS DA SOCIEDADE CIVIL E DAS INSTITUIÇÕES: NAS RUAS, NAS ESCOLAS, NA POLÍCIA E NO TRIBUNAL!


TANTO FAZ SE SÃO CIDADÃOS COMUNS, COM DIREITO DE SE MANIFESTAR, FORÇA DE SEGURANÇA OU MAGISTRADO, PORQUE O VEXAME QUE PATROCINAM É O MESMO.


AINDA QUE SE POSSA DIZER DOS MILHÕES QUE ROLARAM COM A CORRUPÇÃO E QUE PRECISAM SER RASTREADOS E PUNIDOS OS ENVOLVIDOS (COMO O EX-PRESIDENTE DA PETROBRÁS E A DINHEIRAMA EM CONTAS BLOQUEADAS) ISSO NÃO PODE IMPEDIR UM EVENTO MUNDIAL E JOGAR SOBRE OS PARTICIPANTES OS ERROS QUE O PAÍS ESTÁ CONSERTANDO, DEPOIS DE ANOS DE DESVIOS.


ANTES E DURANTE A ABERTURA DA COPA,


E DAS COMEMORAÇÕES TÃO ESPERADAS



BRASILEIROS QUE DEREM DE SÍ O SEU MELHOR





E ESTRANGEIROS QUE TRABALHAVAM, COMO A JORNALISTA BARBARA ARVANITIDIS DA BBC




NÃO MERECIAM SER ENVERGONHADOS E DESRESPEITADOS COM VIOLÊNCIA DA POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO, INFELIZMENTE EXPOSTA DENTRO E FORA DO PAÍS. 


E QUANTO À ELITE BRANCA, INCONFORMADA COM AS MUDANÇAS NO CENÁRIO SOCIAL, QUE PEDE VERBA PARA A "EDUCAÇÃO PADRÃO FIFA" E DÁ VEXAME INTERNACIONAL XINGANDO UMA CHEFE DE ESTADO... E ORQUESTRADAS VAIAS, EMPRESTAMOS O TEXTO PERFEITO DE HILDEGARD ANGEL:



Para a jornalista, a presidenta tem que reagir e mostrar que não se acua com os ataques dos grupos conservadores
O que penso da vaia chula de ontem da Elite Branca Brasileira à presidenta, e o que Dilma deveria ter feito e não fez!
Todas as críticas à Abertura sem graça da Copa do Mundo (responsabilidade Exclusiva da Fifa) se apagam, diante do vexame dado pela Elite Branca Brasileira. Da falta de educação. Da falta de modos. Falta de respeito com a própria família brasileira presente, ao cantar um “hino” chulo, bradando ofensas contra a Chefe do Estado Brasileiro, eleita pelo povo. Vexame planetário!
Se a elite é assim tão baixa, como agirão os iletrados, os desfavorecidos, os que não tiveram acessos à instrução e a uma boa formação no Brasil? Devem ter pensado os mais de um bilhão de estrangeiros que assistiam à transmissão direta da abertura da Copa do Mundo.
Mais da metade dos presentes ao Itaquerão eram convidados dos patrocinadores. Gente das multinacionais, do mundo financeiro. O high society. O creme do creme. The top of the top. Bradando em coro contra a presidenta da República a pior das ofensas que pode ser feita a uma mulher.
Lamentei que a presidenta Dilma, ex-aluna do Colégio Sion em Belo Horizonte, tenha mantido os bons modos. Não tenha reagido. Tivesse ela tomado o microfone e, à primeira vaia, acontecida antes do início do jogo, dissesse com todas as letras e energia o que lhe vinha à alma naquele momento, teria feito do limão uma bela limonada. Alguma coisa do tipo:
“-Quero agradecer a vaia dos aqui presentes: a Elite Brasileira. Porque, infelizmente, o alto custo dos ingressos, imposto pelos realizadores do evento, impede que aqui esteja o povo. O preço alto dos ingressos não autoriza que aqui compareça pelo menos uma parcela mínima dos 30 milhões de brasileiros que ascenderam socialmente, saindo da zona de miséria, ou aqueles outros milhões que, graças ao Pró-Uni, puderam realizar e concluir seus cursos universitários, ou mesmo aqueles tantos milhões, que, enfim, alcançaram o almejado sonho da casa própria. Tudo isso devido ao esforço e às metas de 12 anos de nossos governos, que a Elite Brasileira, que com isso parece não se conformar, ofende aqui, através de minha pessoa, com palavras chulas. Palavras que envergonham a Nação, porém não toldam a beleza deste espetáculo e o esforço desta nossa Seleção, que aprendi, desde menina, a chamar de Seleção Canarinho. Pois voem neste belo gramado, Canarinhos nossos, e deem o exemplo de nossa pujança! Estou torcendo por vocês, pelo nosso país, assim como estão todos aqueles brasileiros que nos assistem: os que estão do lado de fora do Itaquerão, por não poderem pagar, e também os aqui do lado de dentro, pagantes ou convidados dos patrocinadores. Pois, apesar das diferenças políticas, somos todos brasileiros ansiosos pelas vitórias de nosso país.Muito obrigada.”
http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/06/hildegard-angel-o-que-dilma-deveria-ter-dito-elite-brasileira/

NOTA DO BLOG: A jornalista é filha da estilista Zuzu Angel e irmã do ex-militante político Stuart Angel Jones, morto pela ditadura civil-militar.




Polícia Militar dispersa manifestantes contra a Copa

Protesto foi impedido de tomar corpo antes do seu início; jornalistas e manifestantes ficaram feridos
por Piero Locatelli — publicado 12/06/2014 15:18, última modificação 12/06/2014 15:37
Yghor Boy/CartaCapital
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Protesto na zona leste de São Paulo no primeiro dia de Copa
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/policia-militar-dispersa-manifestantes-contra-a-copa-1037.html
MASSACRE

Violência da PM censura manifestações contra a Copa em São Paulo

Polícia ataca 'preventivamente' protestos na zona leste da capital, que foram dissolvidos antes de começar. Corporação soma novos casos a seu histórico de violações de direitos
por Tadeu Breda, da RBA publicado 12/06/2014 12:25, última modificação 12/06/2014 16:32
MARIANA TOPFSTEDT/SIGMAPRESS/FOLHAPRESS
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Policiais contra manifestante próximo à estação Carrão do metrô. Força desmedida contra direito de protestar
São Paulo – Convocadas para a manhã de hoje (12) na zona leste de São Paulo, as duas manifestações de rua que pretendiam criticar a realização da Copa do Mundo horas antes da abertura do torneio foram dura e inexplicavelmente reprimidas pela Polícia Militar. Com um efetivo multitudinário, a corporação sitiou toda a região no entorno das estações Tatuapé e Carrão do Metrô, onde os manifestantes haviam combinado de se encontrar para saírem em passeata. Caminhões do choque, viaturas e motocicletas estavam apoiadas por helicópteros e tropas da cavalaria. A violência das forças de segurança foi tão grande que as marchas sequer puderam sair do lugar.
Eram 9h15 da manhã quando a reportagem da RBA chegou à região. Um grande número de soldados já estava instalado dentro da estação Carrão do Metrô, revistando pessoas que “aparentavam” ser manifestantes: jovens trajados com roupas pretas, com cortes de cabelo incomuns, negros e com barba. Mochilas foram abertas e supervisionadas. De lá partiria uma das passeatas marcada para hoje, cuja intenção era caminhar até o cordão de isolamento em torno da Arena Cortinthians, em Itaquera, estádio que sediará o jogo de abertura da Copa. Antes da chegada dos manifestantes, três linhas de soldados do Batalhão de Choque já estavam em formação de ataque do lado de fora da estação, com escudos, armas e bombas de gás lacrimogêneo.
    Poucas pessoas atenderam à convocação da frente de movimentos e coletivos Se Não Tiver Direitos, Não Vai Ter Copa, que na manhã de hoje tinha a intenção de realizar sua décima manifestação contra a Copa do Mundo. Os que compareceram para dar seu último grito de revolta contra o que consideram “injustiças” cometidas durante a organização do torneio não tiveram sequer a oportunidade de se reunir no local marcado. Após um leve bate-boca entre soldados e cidadãos revoltados com o tomando do aparato policial, às 10h15, a tropa deu início à ofensiva, lançando bombas de gás lacrimongênio contra as não mais de 50 pessoas que, então, estavam por ali. Ao menos uma delas (foto) foi detida.
    Depois da correria, os manifestantes tentaram se reagrupar ao redor da estação Carrão do Metrô. E passaram a gritar palavras de ordem contra os policiais que acabavam de agredi-los gratuitamente. “Não acabou, tem de acabar, eu quero o fim da Polícia Militar”, bradavam. A reação não tardou, e veio com mais uso da orça. Quinze minutos depois do primeiro ataque, por volta das 10h30, uma nova e inexplicável investida policial acabou ferindo uma jornalista da rede de televisão norte-americana CNN. A repórter foi atingida no pulso por um estilhaço de bomba de gás lacrimogênio e atendida por socorristas voluntários do Grupo de Apoio ao Protesto Popular (Gapp) até a chegada dos bombeiros.
    Após dois ataques seguidos contra os maniestantes, que já começavam a se dispersar, a PM resolveu agredir deliberadamente as dezenas de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas que registravam a operação. Às 10h40, um policial sem etiqueta de indentificação saiu detrás da linha de escudos e lançou uma bomba de gás lacrimogênio diretamente contra os profissionais. A RBA presenciou que, ao todo, contando com a jornalista norte-americana, pelo menos cinco pessoas acabaram feridas por estilhaços nos braços e nas coxas. Entre elas estava um morador de rua.
    Questionado sobre o motivo das agressões, o coronel Savioli, que se identificou como comandante da operação, recusou-se terminantemente ao diálogo: A sociedade não tem o direito de saber o que está acontecendo? “Não”, respondeu. Mas, durante um bate-boca com a RBA, um soldado (que estava identificado, mas escondia seu nome com a alça da espingarda) mostrou com que disposição os homens da PM foram orientados a lidar com as manifestações de hoje na zona leste. “Tá reclamando de quê? Não viesse aqui, ué. Você sabia que ia ter bomba, não sabia?”, hostilizou, arrematando: “Imprensa ridícula.” Às 11h, uma hora depois do pretendido início de um protesto que nunca aconteceu, os arredores da estação Carrão estavam liberados.

    Novo massacre

    Impedidos em seu direito constitucional à reunião e expressão, os manifestantes reprimidos na estação Carrão decidiram se deslocar por 300 metros até a sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. O prédio, localizado na esquina da Rua Serra do Japi com a Avenida Radial Leste, serviria de concentração para outro protesto convocada para a manhã de hoje. O ato fora organizado pela central sindical CSP-Conlutas, ligada ao PSTU. Além de denunciar os gastos públicos com a organização da Copa no Brasil, a manifestação bradaria contra a morte de 13 operários em obras relacionadas com o torneio e pediria a readmissão de 42 trabalhadores demitidos após a greve do Metrô, finalizada na terça-feira (10).
    Como a RBA adiantou ontem, a ideia da CSP-Conlutas não era caminhar com destino ao Itaquerão ou tentar inviabilizar o jogo inaugural da Copa do Mundo. No entanto, os manifestantes queriam sair em passeata pela região do Tatuapé, onde se localiza o sindicato, para denunciar o torneio. Assim como ocorrera pouco mais de uma hora antes, porém, foram impedidos pela PM. Com escudos, bombas e balas de borracha a postos, homens do choque se posicionaram na esquina da Radial Leste para deter qualquer tentativa de fechar a avenida. Insatisfeitos, porém resignados, os organizadores do protesto acataram as determinações policiais e resolveram permanecer – com seus discursos, panfletos e faixas – em frente ao sindicato.
    Não demorou para que outro grupamento fortemente armado da PM viesse em sentido contrário e encurralasse na Rua Serra do Japi as cerca de duas mil pessoas que haviam atendido ao chamado da CSP-Conlutas. Revoltados com o acosso policial, jovens mascarados começaram a hostilizar verbalmente a tropa, que respondeu descarregando sua munição. Então instalou-se um confronto entre rapazes com pedras e soldados com escudos, armaduras e artefatos menos letais. Pelo menos um fotógrafo feriu-se com estilhaços em toda a perna – mas não foi o único.
    A situação se agravou quando, por volta do meio-dia, a polícia avançou sobre os manifestantes que estavam postados pacificamente diante do sindicato. Como a tropa não se sensibilizou com os gritos de “Chega de bomba, de repressão, é meu direito estar na manifestação”, os organizadores do protesto resolveram usar o carro de som para pedir que as pessoas entrassem na sede do sindicato. “Estamos encurralados. Não temos condições de enfrentar a PM”, apelavam os autofalantes. “Vamos abrir as portas do sindicato, entrar e dar continuidade ao nosso protesto lá dentro.” Os manifestantes assentiram e continuaram tocando seus tambores no interior do prédio. Lá, estavam a salvo da agressões, mas não dos efeitos do gás lacrimogênio.
    Sem a menor possibilidade de diálogo com a PM, os organizadores do protesto decidiram, às 12h50, encerrar o ato. Ao microfone, o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior, pediu que os manifestantes que ainda estavam na rua adentrassem à sede da entidade para que, depois, pudessem “negociar” sua saída com o comando policial. Minutos antes, o carro de som transmitia aos presentes o recado de um dos oficiais encarregados da repressão: “O major nos avisou que em dez minutos vão liberar a rua. Eles vão passar por cima da gente”, advertiu.
    A postura dos sindicalistas desencadeou pequenos desentendimentos com manifestantes que, pese às amaeaças policiais, queriam continuar protestando nas ruas. Quando o líder sindical Mancha, da CSP-Conlutas, usou carro de som para “diferenciar” perante a polícia os manifestantes “pacíficos” dos “baderneiros”, foi hostilizado por jovens mascarados. “Pelego”, gritavam. Os manifestantes também se envolveram em bate-bocas e empurra-empurra entre si quando os metroviários resolveram fechar o portão de sua sede – o que evitaria a entrada de mais pessoas caso a PM retomasse os ataques. “Entreguistas”, tiveram que escutar.
    Por volta das 13h, os manifestantes já deixavam o prédio com destino às suas casas. Saíram lentamente, em fila, alguns de mãos dadas, outros nitidamente com medo de novas investidas do choque. Enquanto eles se dirigiam para as estações de Metrô dos arredores, o carro de som rogava à PM: “Não ataquem as pessoas. Elas estão apenas querendo ir embora.”
    A Defensoria Pública de São Paulo destacou uma comissão para acompanhar os protestos da Copa do Mundo na manhã de hoje. “Pelo que vimos, a polícia está bem decidida em dispersar as manifestações”, avaliou o defensor Fabrício Bueno Viana. “As violações de hoje não diferem muito das que temos observado em protestos passados.” Para Viana, a polícia paulista está agindo de maneira desproporcional. “Ajuizamos em abril uma Ação Civil Pública em que cobramos a adequação de procedimentos policiais aos direitos humanos. Por exemplo, não usar balas de borracha ou gás lacrimongênio, e portar sempre a identificação. Hoje alguns não tinham.” Viana considerou a ação policial um “exagero” e analisou que, ao impedir que a movimentação dos manifestantes, a PM violou o direito de manifestação.
    Procurada pela RBA, a assessoria de imprensa da Polícia Militar se negou a prestar quaisquer informações sobre a ação desta manhã na zona leste. Não informou o número de pessoas detidas, os motivos das detenções, o número de contingente deslocado para reprimir os protestos ou as razões que levaram seus homens a agirem com truculência e impedir o início das passeatas. Em sua página na internet, porém, a corporação afirma que “agiu para impedir que baderneiros fechassem a Avenida Radial Leste, o que afetaria o direito de ir e vir de milhares de pessoas, inclusive aquelas que vão assistir a abertura da Copa do Mundo”. E nada mais.
    http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2014/06/manifestacao-contra-a-copa-e-dissolvida-pela-pm-antes-de-comecar-9047.html


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    EDIÇÃO DO BLOG ÀS DE 16 DE JUNHO

    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/06/pm-abre-inquerito-sobre-policial-que-jogou-spray-de-pimenta-em-detido.html
    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/06/manifestante-detido-em-ato-contra-copa-afirma-que-pm-foi-truculenta.html


    13/06/2014 18h48 - Atualizado em 13/06/2014 19h40

    PM abre inquérito sobre policial que jogou spray de pimenta em detido

    Corporação quer saber qual agente usou arma não letal em ato contra Copa.
    Segundo comandante da corporação, ação de policial foi desnecessária.

    O comando da Polícia Militar abriu um inquérito para apurar se houve excesso dos policiais durante prisão ocorrida em um dos protestos realizados em São Paulo contra a Copa do Mundo, na quinta-feira (12), horas antes da abertura do evento esportivo na Arena Corinthians.

    Cinco pessoas foram presas em flagrante durante confronto entre manifestantes e policiais militares no Tatuapé, na Zona Leste da capital. Em um dos casos, um rapaz já estava totalmente dominado quando um PM jogou spray de pimenta nos olhos dele.
    O manifestante citado, Rafael Marques Lusvarghi, de 29 anos, também foi atingido por duas balas de borracha antes de ser detido. Após ser liberado, ele afirmou ao G1 que a PM agiu com truculência.
    “Não havia necessidade de fazer isso. O inquérito vai identificar quem é o policial”, disse o comandante da PM, coronel Roberto Meira. Mais de 30 pessoas foram detidas em outros protestos.
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    ISSO NÃO É DEMOCRACIA, AO CONTRÁRIO: É UM RASCUNHO DE UMA FALSA DEMOCRACIA COM DITADURA, A POPULAR DEMOCRADURA. 

    INFELIZMENTE, É NO QUE PARECE ESTAR SE TRANFORMANDO O BRASIL, ONDE ATÉ O PRESIDENTE DA MAIS ALTA CORTE, MANDAR CALAR A VOZ DE UM ADVOGADO, DETERMINANDO QUE SEJA RETIRADO SOB ESCOLTA DA SEGURANÇA DO TRIBUNAL, SÓ PORQUE ELE SE DISFARÇA DE VESTAL DA LISURA E DO COMPORTAMENTO ÉTICO.


    A IMPRENSA VENAL E SUBSERVIENTE, ESPALHA MENTIRAS CONTRA OS ADVERSÁRIOS DA VERDADEIRA DEMOCRACIA, CONTRA A VÍTIMA DESSE ARBÍTRIO E CONTRA A CIDADANIA QUE PERDE, AO NÃO TER RESPEITADO O LEGÍTIMO DIREITO DE EXERCER LIVREMENTE QUALQUER PROFISSÃO.

    ENQUANTO ISSO, A ELITE BRANCA, BURRA E RAIVOSA, PEDE O "PADRÃO-FIFA" POR MAIS "EDUCAÇÃO"... POR CÚMULO DA HIPOCRISIA! E TORCE CONTRA O PAÍS.


    NESSE CENÁRIO, O QUE SE PODE ESPERAR? 

    Sandra Paulino

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